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O I Seminário de Inovação na Automação Industrial (Inova.AI) reuniu estudantes, egressos, professores e representantes do setor empresarial em uma imersão tecnológica na tarde de ontem (25), no Campus Sede da Universidade Federal do Vale do São Francisco, em Petrolina (PE). A programação, promovida pelo Colegiado de Engenharia Elétrica (Cenel), ocorreu no auditório da Biblioteca.
A programação trouxe discussões em torno da conquista do Prêmio Meca Brasil 2025, competição nacional de automação industrial promovida pela Mitsubishi Electric, vencida por estudantes da Univasf com o projeto SmartBioGás, um biodigestor inteligente voltado à geração de energia a partir da biomassa da uva, com foco na sustentabilidade e no reaproveitamento de resíduos. Um dos destaques do seminário foi o recebimento de um braço robótico industrial, entregue como parte da premiação obtida pelos discentes.
esse contexto, o Inova.AI destacou o protagonismo da engenharia desenvolvida na universidade como motor de respostas concretas às demandas do mercado e da sociedade. “O que estamos fazendo hoje é extensão, uma extensão tecnológica. Quando nos aproximamos dos setores produtivos do nosso entorno institucional, colocamos à disposição as competências que construímos para pensar soluções e contribuir para a resolução de problemas da sociedade”, afirmou o professor Isnaldo Coêlho, do Cenel e orientador do projeto premiado no Meca Brasil 2025.
A programação contou com quatro painéis temáticos. O primeiro, “Automação Aplicada à Bioenergia: O Protótipo SmartBioGás”, apresentou os aspectos técnicos do projeto vencedor do Meca 2025, abordando desde a ideação até os ensaios laboratoriais. A exposição foi realizada pelos integrantes da equipe vencedora: os estudantes de Engenharia Elétrica Alexandre Fernandes das Neves Júnior, Lucas Damião da Cruz Silva e Thyago Torres de Castro Gama.
Thyago Torres, estudante do 5º período, destacou que é comum que a área de engenharia forme profissionais que busquem oportunidades em capitais, onde o ambiente industrial é mais desenvolvido. “A chegada desse prêmio representa, para nós, uma abertura importante, como um marco para o processo de industrialização na região. Mostra que existe potencial local para desenvolvimento e que há espaço para isso. O que apresentamos com o processo de biodigestão, por exemplo, evidencia uma área com possibilidade real de industrialização, o que pode fortalecer tanto o mercado local quanto a própria universidade”, avaliou.
O painel “A Força da Colaboração: Academia e Setores Produtivos” discutiu o impacto das parcerias estratégicas entre universidade e empresas no desenvolvimento tecnológico regional. Compuseram a mesa a vice-reitora Lucia Marisy de Oliveira; o professor Isnaldo Coêlho; o diretor financeiro da Mitsubishi Electric, Marcelo Santos Dutra; e o egresso da Univasf e sócio-administrador da Eletrovasf, Arquimedes Castro Gama.
No terceiro momento, o painel “Automação na Indústria 4.0 e Spin-off Acadêmico” abordou oportunidades de pós-graduação e inovação, com destaque para as linhas de pesquisa do Minter Univasf-UFBA e para o papel do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) e da Incubadora Tecnológica da Univasf (Intecvasf) no apoio à jornada empreendedora. As palestras foram ministradas pelo diretor de Inovação Tecnológica da Univasf, Daniel Costa; pelos professores do Cenel Eubis Machado e Isnaldo Coêlho, que também está à frente da Intecvasf; e pelo professor do Colegiado de Engenharia de Produção e do Mestrado Profissional em Rede Nacional em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (Profnit), Thiago Magalhães.
Encerrando a programação, o painel “Do Protótipo à Solução: Exaltando a Excelência da Engenharia Nacional” contou com a entrega oficial do braço robótico industrial pela Mitsubishi Electric. O diretor financeiro da empresa, Marcelo Santos Dutra, ressaltou que, na edição do Prêmio Meca Brasil 2025, os participantes foram desafiados a desenvolver soluções voltadas à inovação e à sustentabilidade, considerando o impacto da automação industrial no meio ambiente. A proposta incentivou os estudantes a pensarem além da tecnologia, refletindo sobre os efeitos de suas soluções na sociedade.
Ele destacou que a Univasf, ao se sobressair como instituição vencedora na categoria de ensino superior, foi reconhecida por sua atuação no desenvolvimento acadêmico e na formação de profissionais qualificados para o mercado.
“Essa conquista evidencia o talento, o comprometimento e a capacidade técnica dos estudantes e professores envolvidos. Para nós, a entrega desse robô é mais do que um reconhecimento; é também uma oportunidade. A expectativa é que ele contribua para o cotidiano da universidade, fortalecendo a formação prática dos alunos e incentivando ainda mais a inovação”, afirmou o diretor.
O braço robótico ficará instalado no Laboratório de Automação e Controle do Cenel e será utilizado nas atividades práticas dos cursos de Engenharia. “Essa conquista representa uma virada de chave nos cursos, ao reforçar a automação como um elemento transversal, que beneficia diferentes áreas. Ao mesmo tempo, abre espaço para ampliar a discussão sobre os desdobramentos dessa premiação e as oportunidades que podem surgir a partir dela”, finalizou Coêlho.