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O conhecimento científico aliado à extensão universitária resultou em um importante instrumento de educação ambiental e saúde pública no Sertão pernambucano. Foi oficialmente lançada a cartilha “Serpentes Peçonhentas do Semiárido: reconhecimento, prevenção e procedimentos em casos de acidentes”, produto do Programa Institucional de Bolsas de Extensão (Pibex) 2025 da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), com bolsas destinadas ao Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna) por meio de edital específico. A publicação conta com registro na Câmara Brasileira do Livro e ISBN, assegurando reconhecimento editorial e circulação qualificada da obra.
Elaborada no âmbito do projeto “Serpentes peçonhentas do semiárido: reconhecimento, prevenção e procedimentos em casos de acidentes”, vinculado ao Edital Pibex nº 01 2025, da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), a publicação reúne informações científicas atualizadas, linguagem acessível e ilustrações didáticas, voltadas à orientação da população sobre identificação, prevenção e conduta adequada em casos de acidentes ofídicos.
A autoria e organização da cartilha é da discente bolsista Jenifer Araujo Santos, do curso de Medicina Veterinária. Integram a equipe os discentes voluntários Ailla Gabrielle Oliveira Souza, Ana Beatriz Borges de Sousa e Danilo Marcolino de Araujo, do curso de Ciências Biológicas. Também colaboraram os docentes Gabriela Felix do Nascimento Silva, do Colegiado de Zootecnia, Patricia Avello Nicola e Luiz Cezar Machado Pereira, do Colegiado de Ciências Biológicas. A coordenação do projeto é do professor Leonardo Barros Ribeiro, do Colegiado de Ciências Biológicas.
Desenvolvida no âmbito do Laboratório de Fisiologia Animal da Univasf, a cartilha apresenta conteúdos sobre a Caatinga, diferenças entre serpentes peçonhentas e não peçonhentas, identificação de espécies de relevância médica na região como cascavel, jararaca e coral verdadeira, tipos de acidentes, tratamento com soro antiofídico, além de orientações claras sobre prevenção e procedimentos corretos diante de picadas. O material também destaca dados epidemiológicos relevantes, como a predominância de acidentes botrópicos no Brasil, e reforça a importância do atendimento médico imediato, combatendo práticas inadequadas ainda comuns em áreas rurais.
Para o professor Leonardo Barros Ribeiro, coordenador do projeto e curador da Coleção de Herpetologia do Museu de Fauna da Caatinga, a produção da cartilha representa a integração efetiva entre ensino, pesquisa e extensão. “A construção desse material demonstra o compromisso da Universidade com a sociedade. Trabalhamos com base científica sólida, dados atualizados e revisão técnica rigorosa. Mais do que um material informativo, essa cartilha é uma ferramenta de transformação social, construída com protagonismo dos bolsistas, que participaram ativamente desde a pesquisa até a organização final do conteúdo”, destaca.
Segundo o docente, o registro ISBN reforça o caráter formal e qualificado da publicação. “Ter o ISBN significa que estamos entregando um produto editorial reconhecido nacionalmente, que pode circular em escolas, unidades de saúde e instituições públicas como referência técnica confiável. É também um reconhecimento do empenho e da maturidade acadêmica dos nossos estudantes”, completa.