Nos próximos anos, a região receberá sete novas subestações e terá outras 14 ampliadas para garantir a qualidade, a confiabilidade e a continuidade do abastecimento de energia
O Sertão pernambucano, reconhecido pela força da fruticultura irrigada, da agricultura, da pecuária e do polo gesseiro, será uma das regiões mais beneficiadas pelo novo ciclo de investimentos da Neoenergia Pernambuco. Até 2030, a distribuidora destinará R$ 2,8 bilhões à região, em um conjunto de obras que inclui a construção de novas subestações, ampliação da capacidade energética e expansão das redes elétricas para sustentar o crescimento econômico do interior do Estado.
A estratégia contempla investimentos voltados ao fortalecimento de setores que desempenham papel fundamental na economia sertaneja. Entre os destaques estão as futuras Subestações Petrolina IV e Arcoverde III, que integram um pacote de obras destinado a ampliar a oferta de energia, aumentar a confiabilidade do sistema elétrico e apoiar cadeias produtivas consideradas estratégicas para Pernambuco.
A Neoenergia prevê a implantação de sete novas subestações nos municípios de Arcoverde, Petrolina, Lagoa Grande, Dormentes, Moreilândia, Iati e Floresta, além da ampliação de outras 14 unidades já existentes, localizadas em Araripina, Custódia, Flores, Floresta, Ibimirim, Petrolina, Carnaíba, Salgueiro, Serra Talhada, Afogados da Ingazeira, Tabira, São José do Egito, Ouricuri e Parnamirim.
A distribuidora também realizará a construção de mais de 3,5 mil quilômetros de redes de alta e média tensão e acrescentará 147 MVA de capacidade instalada ao sistema elétrico da região.
A expectativa é fortalecer atividades ligadas à fruticultura irrigada, à agricultura, à pecuária, ao polo gesseiro e às agroindústrias, além de criar condições para a atração de novos investimentos privados e o desenvolvimento sustentável do interior pernambucano.
A Subestação Petrolina IV é apontada como uma das obras mais relevantes desse processo. O empreendimento ampliará a capacidade energética do Sertão e beneficiará diretamente o Vale do São Francisco, região que abriga o maior polo de fruticultura irrigada do Brasil. A nova estrutura proporcionará mais qualidade e confiabilidade no fornecimento de energia para atividades que dependem de alta disponibilidade elétrica, fortalecendo ainda mais o agronegócio local.
Já a futura Subestação Arcoverde III terá papel estratégico em uma região marcada pela agricultura familiar e por iniciativas produtivas que impulsionam a economia local. O empreendimento contribuirá para a modernização das atividades econômicas, ampliando a capacidade do sistema elétrico e garantindo um fornecimento de energia mais confiável para produtores rurais, pequenos negócios e novos empreendimentos.
A aposta da concessionária é que o reforço da infraestrutura elétrica funcione como uma plataforma para o desenvolvimento econômico do Sertão, reduzindo gargalos de capacidade, aumentando a segurança energética e ampliando as condições para expansão dos negócios existentes e instalação de novos investimentos em toda a região.
Plano recorde para Pernambuco
Os investimentos no Agreste e na Zona da Mata fazem parte de um plano mais amplo anunciado pela Neoenergia Pernambuco, que prevê R$ 9,7 bilhões em aportes entre 2026 e 2030. Trata-se do maior programa de investimentos já realizado pela distribuidora no Estado e representa um crescimento de 123% em relação ao ciclo anterior.
Ao longo dos próximos cinco anos, a concessionária pretende construir 25 novas subestações e ampliar outras 34 já existentes, incorporando 766 MVA de potência adicional ao sistema elétrico estadual. Também estão previstos mais de 9 mil quilômetros de redes de alta e média tensão e a implantação de 141 novos alimentadores, estruturas fundamentais para ampliar a capacidade de atendimento e reduzir riscos de interrupções.
Com o novo ciclo de aportes, a companhia aposta na expansão da infraestrutura elétrica como vetor para aumentar a competitividade da economia pernambucana e sustentar o crescimento das regiões produtivas do interior, especialmente o Agreste e a Zona da Mata, que concentram algumas das principais cadeias econômicas do Estado.