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A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) reforça a importância da vacinação de gestantes, a partir da 28ª semana de gestação, como a principal estratégia de prevenção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por grande parte das internações por infecções respiratórias graves em bebês, especialmente nos primeiros meses de vida. Com a entrada do mês de fevereiro, cresce nos especialistas em saúde um alerta para o aumento da demanda na rede de saúde por leitos especializados neonatais e pediátricos para o cuidado de bebês e crianças apresentando um quadro agravado de comprometimento respiratório.
De acordo com o monitoramento estadual, Pernambuco contabiliza uma população estimada de 114.058 gestantes aptas à vacinação contra o VSR, disponível no estado desde o início de dezembro de 2025.
Até o momento, o Programa Estadual de Imunizações (PEI-PE) encaminhou aos municípios 53.156 doses do imunizante, das quais 21.123 doses foram aplicadas, conforme informado pelas gestões locais ao sistema de informação oficial para este registro. O quantitativo de doses aplicadas corresponde a uma cobertura vacinal de 39,7%. A estratégia foi iniciada no estado no último dia 5 de dezembro.
Em Pernambuco, até 31 de janeiro, período que corresponde a Semana Epidemiológica (SE) 04, foram notificados um total de 124 casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave. Deste quantitativo, 80 casos foram em crianças com até 2 anos de idade.
“A SES-PE segue trabalhando em parceria com os municípios para ampliar esse alcance e garantir proteção aos recém-nascidos antes mesmo do nascimento. A vacina contra o VSR é segura, eficaz e fundamental para a redução de casos graves da doença. As gestantes, a partir da 28ª semana, devem procurar a unidade de saúde de referência do seu município para obter informações e garantir a imunização no período indicado”, destaca a superintendente de Imunizações, Magda Costa.
A VSR A e B (recombinante), aplicada em dose única, não possui restrição quanto a idade materna e seu foco principal é a proteção dos bebês menores de 6 meses. A vacinação durante a gestação possibilita a transferência de anticorpos da mãe para o bebê, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida — período de maior vulnerabilidade às complicações causadas pelo VSR, como bronquiolite e pneumonia. A estratégia integra as ações de prevenção da saúde materno-infantil, visando o impacto direto na redução de internações em unidades de saúde.
A médica pediatra, Amanda Pereira Duncan, que atua na UTI Neonatal do Hospital Barão de Lucena (HBL), no Recife, está atualmente com 16 semanas de gestação, e vive os dois lados neste período, além da gestação, lida diretamente no cuidado intensivo e especializado de bebês com diversas patologias internados no setor de terapia intensiva. Quando o assunto são as doenças respiratórias, ela reforça que a imunização representa um avanço significativo na proteção dos recém-nascidos.
“Senti muita felicidade pelo avanço e chegada dessa vacina no SUS. Acredito também que esta vacina apresenta e apresentará repercussões positivas referente à queda do adoecimento. Estamos nos aproximando da época do ano da sazonalidade para as infecções de doenças respiratórias, e nesse período o que mais assusta profissionais de saúde que cuidam de crianças e as famílias que têm crianças, é a bronquiolite, doença provocada pelo Vírus Sincicial Respiratório. Esse vírus pode provocar o adoecimento grave e deixar crianças, principalmente aquelas abaixo dos dois anos, com necessidade de hospitalização prolongada e assistência em UTI”, explica.
“Eu, como profissional de saúde, e estando gestante estou ansiosa para receber a minha vacina pelo SUS, assim que eu atingir a semana de gestação indicada irei correr para o posto de saúde mais perto da minha casa”, acrescenta.
Além da vacinação da gestante contra o Vírus Sincicial Respiratório, que oferta anticorpos para o bebê, a pediatra ainda reforça que o Calendário Nacional de Vacinação conta ainda com vacinas contra a Covid-19, influenza e pneumonia, todas com foco na proteção de doenças consideradas graves e que afetam as vias respiratórias dos pacientes.