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O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) deu mais um passo significativo na modernização da gestão de dados da instituição. Na segunda-feira (18/8), a Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Setic) apresentou o projeto do novo Business Intelligence (BI) da instituição, consolidando avanços expressivos na disponibilização de informações estratégicas para a administração judiciária.
Com a implantação da nova ferramenta, a Presidência aprimora o embasamento para tomada de decisões estratégicas administrativas e judiciais com base em dados mais objetivos, facilita o monitoramento de indicadores estratégicos, metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e resultados das unidades e permite o monitoramento contínuo da performance das unidades e o planejamento de ações voltadas à redução do acervo e à melhoria da prestação jurisdicional.
"O projeto do novo BI representa uma profunda transformação tecnológica na forma como o TJPE coleta, processa e disponibiliza seus dados institucionais. Entre os principais objetivos da iniciativa estão a otimização do processo de atualização das informações, com redução drástica no tempo de disponibilização dos dados para usuários e usuárias e a criação de uma camada semântica de dados, que permitirá maior autonomia às equipes na elaboração de painéis e relatórios gerenciais nos níveis operacional, tático e estratégico", afirma a secretária de Tecnologia da Informação e Comunicação, Juliana Neiva.
Com essa abordagem, o acesso às informações qualificadas é feito de forma mais ágil e independente, o que possibilitará aos juízes e às juízas a verificação de dados de gestão com maior agilidade. A automatização é outro ganho para o Judiciário pernambucano, já que tarefas feitas, atualmente, de forma manual, como planilhas, cruzamentos, conferências e consolidações de dados, passarão a ser automatizadas liberando servidores e servidoras para outras atividades.
O projeto apresentado se concentra na disponibilização de novos modelos semânticos voltados à análise dos dados do 1º Grau de jurisdição. Nesta etapa, foram apresentados três modelos. O de distribuição e redistribuição do 1º Grau que permite o acompanhamento dos dados relacionados à entrada e à movimentação de processos entre as unidades judiciárias, oferecendo uma visão detalhada do fluxo processual; o de produtividade de magistrados(as) do 1º Grau que reúne informações voltadas ao monitoramento e acompanhamento da produção dos magistrados, subsidiando análises de desempenho e planejamento; e o do acervo do 1º Grau que consolida indicadores essenciais para o acompanhamento do estoque processual e dos tempos de tramitação das ações em curso.
Um dos destaques do novo BI são os indicadores do modelo de acervo. Através desta ferramenta é possível ter uma fotografia detalhada da situação processual da Justiça pernambucana na primeira instância. Os indicadores reúnem dados sobre processos pendentes, pendentes líquidos, suspensos e conclusos; casos novos e baixados; tempo médio dos processos pendentes, de pendentes líquidos, de julgamento e de baixa.
“O novo BI vai além da criação de painéis. O projeto envolveu a revisão e a modernização de todo o processo de coleta, tratamento e organização das informações, com a construção de modelos de dados padronizados, integrados e rastreáveis. Isso aumenta a confiabilidade dos indicadores, reduz o esforço necessário para produzir novas análises e permite que diferentes áreas do Tribunal utilizem a mesma base de informação para apoiar suas decisões. É um trabalho contínuo, que será ampliado gradualmente para contemplar outros graus de jurisdição e áreas da instituição”, explica a Assessora de Gestão em Ciência de Dados da Setic, Maria Eugênia Schuler Gomes Cabral.
O novo BI permite rastrear a origem dos dados, como ele foi tratado e como chegou ao resultado apresentado, fortalecendo a governança e a segurança das informações. Além disso, facilita a integração de dados de diferentes sistemas da instituição. Nos próximos meses, a ferramenta será ampliada, de forma progressiva, para o 2º grau e outras áreas do Tribunal.